Eduardo Nery durante a apresentação do livro Artes Africanas na Biblioteca da Imprensa Nacional
Eduardo Nery durante a apresentação do livro Artes Africanas na Biblioteca da Imprensa Nacional

Eduardo Nery deixa obra vasta e multidisciplinar no mundo da arte

4 de março de 2013

O desaparecimento do artista plástico Eduardo Nery, falecido este sábado em Lisboa, põe termo a uma vida plena de criatividade e dedicação às artes e deixa-nos uma obra vasta e multidisciplinar, desde o desenho e a pintura, passando pela fotografia, pela tapeçaria e pela intervenção no espaço urbano e arquitetónico.

Nascido na Figueira da Foz em 1938, Eduardo Nery formou-se em pintura pela Escola de Belas-Artes de Lisboa e foi um dos artistas mais ativos de uma geração que, na década de 60, conseguiu pela primeira vez estabelecer um paralelismo com a arte internacional de então, nomeadamente a Pop Art e a Op Art.

Além do seu trabalho em fotografia, desenho e pintura, onde se destacou enquanto abstracionista, Eduardo Nery interessou-se também por arte africana e deu um forte contributo para a defesa do património construído, defendendo também, enquanto membro da direção da Associação Portuguesa de Arte Outsider, o trabalho de muitos artistas que não fazem parte do circuito cultural.

Eduardo Nery é autor de diversas obras que versam a temática da arte e que foram publicadas pela INCM e são também suas as imagens que compõem as capas da edição crítica da obra de Eça de Queiroz editada pela INCM, gentilmente cedidas a título gratuito pelo seu autor.

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