Prémio INCM/Vasco Graça Moura Poesia foi entregue a José Gardeazabal
30 de outubro de 2015
O Prémio INCM/Vasco Graça Moura Poesia foi hoje entregue a José Gardeazabal, pela sua obra História do Século Vinte, numa cerimónia que teve lugar na Biblioteca da Imprensa Nacional, onde foi também distinguido Alexandre Sarrazola, autor de Fade out, obra contemplada com uma menção honrosa naquela que foi a edição inaugural do Prémio.
De acordo com o júri, composto por José Tolentino de Mendonça (presidente), Jorge Reis-Sá e Pedro Mexia, em História do Século Vinte existe «uma poética que arrisca alimentar e transcender o esquema das oposições, num exercício invulgar, notável e vertiginoso, que conduz a literatura para um lugar novo».
José Gardeazabal, autor da obra vencedora, é natural de Lisboa, estudou e viveu em Luanda, Aveiro, Boston e Los Angeles. Escreve ficção, teatro, poesia e outros textos. O seu conto «Várias Versões de Uma Catástrofe» foi publicado na versão portuguesa da revista Granta.
O júri quis ainda assinalar o mérito de Alexandre Sarrazola, tendo atribuído uma menção honrosa à obra Fade out (dissolve), considerando que «esta é uma obra que valoriza, de forma segura, mas também inquietante, a dimensão narrativa do poema, misturando alusões culturais e um jogo dramático que surpreende».
As obras serão ambas editadas pela INCM na Plural, uma coleção emblemática criada por Vasco Graça Moura quando integrou a administração da INCM, na década de 1980. O vencedor recebe ainda um prémio pecuniário no valor de 5 mil euros.
Esta primeira edição do Prémio INCM/Vasco Graça Moura reuniu mais de duas centenas de candidaturas. De acordo com Rui Carp, presidente do conselho de administração INCM, «o balanço é bastante positivo, tanto pelo número de candidaturas que recebemos como pela qualidade das obras a concurso. O facto de encararmos este galardão como um estímulo para o aparecimento da poesia nacional correspondeu totalmente às nossas expectativas».
Pedro Mexia, por sua vez, salientou que esta primeira edição foi uma espécie de Polaroid à poesia portuguesa, permitindo constatar que cada autor escreve com a sua própria voz e que, ao contrário do que seria expectável, as diversas obras a concurso, melhores ou piores, não seguiram nenhuma tendência.
Em 2016, o Prémio INCM/Vasco Graça Moura irá distinguir obras inéditas na categoria de Ensaio (área das Humanidades), outra das áreas de atuação onde Vasco Graça Moura se destacou. Tradução (obras clássicas no domínio público, área das Humanidades) é outra das categorias a concurso, desta vez na terceira edição do Prémio, a realizar em 2017.



