A poesia é uma das grandes apostas da Imprensa Nacional para 2020
A poesia é uma das grandes apostas da Imprensa Nacional para 2020

Imprensa Nacional apresenta Plano Editorial para 2020

20 de janeiro de 2020

Na passada sexta-feira, a Imprensa Nacional apresentou o seu Plano Editorial para 2020, marcado por um esforço sem paralelo no sentido da desmaterialização e de uma oferta diferenciada de conteúdos, que procura chegar a mais gente e captar novos públicos.

O Plano contará com cerca de 40 edições que incluem livros eletrónicos, terá 11 edições que incluem disponibilização gratuita (após uma primeira edição em papel ou em simultâneo) e, outra grande novidade, contará com uma coleção de audiolivros de autores clássicos portugueses com disponibilização gratuita, prevendo-se dois a três audiobooks por ano.

A poesia continuará a ser uma aposta forte, acolhendo os poetas na coleção «Plural», onde serão publicados «Guardar a Cidade» e «Os Livros Porventura», de Antonio Cicero, «O Último Poeta Romano», de Paulo Teixeira, «Toda Poesia», de Paulo Leminski, e as obras poéticas de Salette Tavares e de Natércia Freire.

Também a Poesia, de Sá de Miranda, sairá este ano, na coleção «Clássicos». Quanto à coleção dedicada a Fernando Pessoa, a «Pessoana», vai acolher os «Poemas de Alberto Caeiro», numa edição de Ivo Castro.

Na coleção «Olhares», para este ano espera-se a «A Enxada e a Lança», de Alberto da Costa e Silva, e «Viagens com um Mapa em Branco», de Juan Gabriel Vásquez.

Ainda no domínio dos ensaios, a coleção «Estudos de Religião» receberá os títulos «Génese e Institucionalização de uma Experiência Eremítica», de João Luís Fontes, «Teologia e Poesia em Carlos Drummond de Andrade», de Alex Villas Boas, e «Religião, Território e Identidade», coordenado por Alfredo Teixeira.

No domínio da filosofia há uma novidade há muito aguardada: a reedição de uma das grandes obras-primas da literatura ocidental, «Confissões de Santo Agostinho», em versão bilingue, título que se encontra há muito esgotado.

Prevê-se a publicação de «Frei Luís de Sousa» na Edição Crítica de Almeida Garrett; «Eusébio Macário. A Corja» (num só volume), na Edição Crítica de Camilo Castelo Branco, e «Philidor» e «A Relíquia» na Edição Crítica de Eça de Queirós.

O Teatro Completo de Natália Correia, em dois volumes, entrará este ano para a coleção «Biblioteca de Autores Portugueses».

Também as Crónicas que Nuno Brederode Santos publicou no Diário de Noticias se juntam ao catálogo da editora, numa organização da responsabilidade de Maria do Céu Guerra e Maria Emília Brederode Santos.

A coleção Itálica vai receber um volume coordenado por Jorge Silva Melo dedicado ao Teatro de Pirandello. A Itálica recebe ainda a poesia completa de Giuseppe Ungaretti, Vida de Um Homem, que conheceu a sua tradução para o português pela mão de Vasco Gato.

Na coleção «O Essencial sobre», será publicado um título dedicado a Ruben A., no ano em que se assinala o centenário de nascimento deste escritor, e outro dedicado a Antonio Tabucchi, pela lavra de Anna Dolfi.

Do Brasil chega um outro projeto importante e notável. Conjuntamente com a Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, a Imprensa Nacional publica em 2020, a publicação do «Dicionário de Machado de Assis».

Ainda no que diz respeito a dicionários, o investigador Daniel Pires vai trazer-nos um dicionário dedicado a uma das mais complexas e notáveis figuras do Iluminismo português: Manuel Maria Barbosa du Bocage.

Em 2020, na «Coleção D», coordenada por Jorge Silva, sairá o volume dedicado ao trabalho de Cristina Reis e, na «Série Ph», será publicado um volume dedicado a José Manuel Rodrigues (com apresentação de Rui Prata).

A «Grandes Vidas Portuguesas» vai contar com mais quatro biografias: Carolina Beatriz Ângelo, Amália Rodrigues, Sidónio Pais e Mário Soares. Já a coleção infantojuvenil do Museu Casa da Moeda recebe este ano «O Golfinho», no âmbito da parceria estabelecida com o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas.

No âmbito da Lisboa Capital Verde 2020, a Imprensa Nacional associa-se à Câmara Municipal de Lisboa inaugurando a coleção «Botânica de Portugal».

Imagem maximizada

fechar [X]