Alexandra Barreiros
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Alexandra Barreiros vence a 3.ª edição do Prémio Imprensa Nacional/Ferreira de Castro

20 de outubro de 2021

Alexandra Barreiros, portuguesa a residir em Genebra, na Suíça, é a vencedora da 3.ª edição do Prémio Imprensa Nacional/Ferreira de Castro, atribuído pela Imprensa Nacional-Casa da Moeda em parceria com o Ministério dos Negócios Estrangeiros, no âmbito da ação cultural junto das comunidades portuguesas.

O Resto do Meu Nome é a obra galardoada da 3.ª edição deste prémio dirigido a portugueses residentes no estrangeiro e a lusodescendentes. Este é um prémio que visa reforçar os vínculos de pertença à língua e à cultura portuguesas e, ao mesmo tempo, homenagear a grande figura das letras portuguesas do século XX que foi José Maria Ferreira de Castro (1898-1974).

A obra, do domínio da prosa (crónica), foi selecionada entre mais de meia centena de trabalhos, oriundos de vários pontos do globo: Holanda, Inglaterra, França, Noruega, Alemanha, Suíça, Angola, Dinamarca, Bélgica, Canadá, Luxemburgo, Estados Unidos da América, Suécia, Áustria e Brasil. Um resultado que representa uma sólida adesão e interesse neste galardão, expressos não só nos números, mas também na qualidade dos trabalhos rececionados.

Tal como nas edições anteriores do Prémio Imprensa Nacional/Ferreira de Castro, o júri foi presidido pelo académico Carlos Reis e integrou também a editora-chefe da Imprensa Nacional, Paula Mendes, e a professora universitária Fátima Marinho.

A propósito de O Resto do Meu Nome, o júri realçou a «qualidade estilística do texto, numa bem conseguida interpretação da crónica como género narrativo testemunhal e no diálogo estabelecido, no quadro daquele género, com lugares, com gentes e com situações culturais muito diversas, dando nota de capacidade de observação não destituída de sentido crítico.» O júri destacou ainda o «corolário da deambulação por diferentes lugares de que as crónicas dão nota é uma tonalidade cosmopolita que valoriza consideravelmente aquele olhar crítico.».

O júri decidiu atribuir ainda duas menções honrosas às obras A Esquecida História de Hans Wolf (romance), de Liliana China (portuguesa a residir na Bélgica), e A Carta de Ménides (poesia), de Luís Lereno (português a residir em Inglaterra).

Relativamente ao trabalho de Liliana China, o júri fundamentou a sua escolha por este ser «um relato denso, desenvolvido em torno de personagens sugestivas e com forte tensão narrativa.».

No que respeita ao trabalho de Luís Lereno o júri disse tratar-se «de um conjunto de poemas com uma componente de discursividade tendencialmente narrativa, elaborada em termos estilísticos e com evidente riqueza imagística».

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