José Tolentino Calaça de Mendonça, poeta, sacerdote, professor e ensaísta

José Tolentino Calaça de Mendonça, poeta, sacerdote, professor e ensaísta

Presidente do Júri

Nasceu no Machico a 15 de dezembro de 1965. É atualmente professor e vice-reitor na Universidade Católica, onde também foi estudante de Teologia e obteve o doutoramento em Teologia Bíblica.

É no Seminário do Funchal, onde ingressou aos 11 anos de idade, que se dá a sua aproximação aos livros, através da biblioteca da escola. É também aí que descobre a poesia de Herberto Helder, seu conterrâneo, e que escreve o seu primeiro poema, «A infância de Herberto Helder».

Iniciou o estudo da Teologia em 1982, foi ordenado Padre em 1990, ano em que parte para Roma, onde termina o mestrado em Ciências Bíblicas. De regresso a Portugal, torna-se capelão e professor na Universidade Católica, onde também obtém o grau de Doutoramento em Teologia Bíblica.

Desde essa altura publicou vários livros de poesia, como Os Dias Contados (1990), Baldios (1999), A Estrada Branca (2005), Tábuas de Pedra (2006), La notte apre i miei occhi (Pisa, 2006) e A Noite Abre os Meus Olhos (poesia reunida, 2006). É também autor do texto dramático Perdoar Helena (2005), traduziu várias obras, como Cântico dos Cânticos (1997), Nova Bíblia dos Capuchinhos (1998), O Passo do Adeus (de Cristina Campo, 2002) e Flor Brilhante (de Hildegard von Bingen, 2004) e escreveu ensaios literários com os quais prefaciou livros de Ruy Belo e de Teixeira de Pascoaes, entre outros.

Os seus livros têm sido um grande sucesso em Portugal e é crescente o número de traduções publicadas no estrangeiro.

Considerada uma das vozes mais originais do Portugal contemporâneo, é na relação entre o Cristianismo e Cultura que assenta a ideia-chave do seu percurso, que verteu notavelmente em O Hipopótamo de Deus e Outros Textos (2010). Como Straus Fellow, na New York University, integrou uma equipa de investigadores convidados dedicada ao estudo do tema «Religião e Espaço Público». Dirigiu o Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura e, desde dezembro de 2011, é consultor do Conselho Pontifício da Cultura, no Vaticano.

Dirige a revista Didaskalia, editada pela Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa, e assina a crónica semanal «Que Coisa São as Nuvens» no jornal Expresso.

Foi distinguido com o Prémio Cidade de Lisboa de Poesia (1998), o grau de Comendador da Ordem do Infante D. Henrique (2001), o Prémio PEN Clube Português (2004), o Prémio Literário da Fundação Inês de Castro (2009) e incluído nos 100 Portugueses mais Influentes em 2012, pela Revista do jornal Expresso.

É membro do 5.º mandato do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida (2015-2020).

Jorge Reis-Sá, escritor e editor.

Jorge Reis-Sá, escritor e editor.

Nasceu em Vila Nova de Famalicão a 9 de abril de 1977. Licenciado em Biologia, foi fundador e editor das Quasi Edições entre 1999 e 2009, e diretor editorial na Babel de 2010 a 2013. Atualmente é editor da Glaciar e consultor editorial, colaborando com diversas instituições e editoras.

Publicou poesia, narrativa e crónica. Em 2013 reuniu os seus poemas no volume Instituto de Antropologia; em 2014 assina, com Henrique Cymerman, Francisco: de Roma a Jerusalém. É autor da novela Por Ser Preciso (2004), dos romances Todos os Dias (2006) e A Definição do Amor (2015), e do livro de contos Terra.

Colabora frequentemente com a imprensa, tendo sido cronista nas revistas Sábado e LER.

Co-organizou, com Rui Lage, a mais completa antologia de poesia portuguesa, Poemas Portugueses, uma panorâmica de oito séculos de poesia portuguesa.

Foi o vencedor do Prémio Manuel Maria Barbosa du Bocage de 2004 com o livro Por Ser Preciso.

Pedro Mexia, poeta, cronista e crítico literário e cinematográfico

Pedro Mexia, poeta, cronista e crítico literário e cinematográfico

Nasceu em Lisboa a 5 de dezembro de 1972. Licenciado em Direito, é presença assídua na imprensa escrita e na televisão há mais de uma década.

Crítico e cronista nos principais jornais nacionais e na revista LER, atualmente mantém a coluna «Fraco Consolo» no Expresso. Colaborou nos programas de televisão É a Cultura, Estúpido e O Eixo do Mal na SIC Notícias, projetos das Produções Fictícias, e é até ao presente um dos membros do painel do Governo Sombra, programa emitido pela TSF e pela TVI24.

Tem editadas sete coletâneas de crónicas: Primeira Pessoa (2006), Nada de Melancolia (2008), As Vidas dos Outros (2010), O Mundo dos Vivos (2012), Cinemateca (2013) e Biblioteca (2015) e Queria mais é Que Chovesse (2015, Brasil); e outras sete de poesia: Duplo Império (1999), Em Memória (2000), Avalanche (2001), Eliot e Outras Observações (2003), Vida Oculta (2004), Senhor Fantasma (2007), Menos por Menos – Poemas Escolhidos (2011); para além de estar representado em diversas antologias nacionais e estrangeiras. Na área da edição, tem também a experiência da tradução e da coordenação de uma coleção de poesia (Tinta-da-China). É também autor, a solo ou em colaboração, de vários blogues, que produziram quatro diários: Fora do Mundo (2004), Prova de Vida (2007), Estado Civil (2009) e Lei Seca (2014).

Entre 2008 e 2010, foi subdiretor e diretor interino da Cinemateca Portuguesa e tem sido membro convidado e efetivo de júris de vários prémios literários, de entre os quais se destaca o Prémio Camões.

Foi distinguido, em 2015, como Oficial da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada.